quarta-feira, 27 de junho de 2012

Água Poluída


Rio Tietê Poluído

A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU."A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas – UNEP.
Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água, o UNEP afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes. O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial, pesticidas agrícolas e resíduos animais.
Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento. A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."
O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto. Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes. "Se o mundo pretende sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner, "O esgoto está literalmente matando pessoas."
Em São Paulo, segundo o biólogo John Emilio Tatton, empresas despejam, clandestinamente, resíduo tóxico nos rios e mananciais da grande São Paulo dificultando ainda mais o abastecimento de água na metrópole que precisa buscar água em outras bacias como: Campinas e Extrema no estado de Minas Gerais para abastecer a bacia Tietê, responsável pelo abastecimento da zona norte da capital.
“As nuvens de chuva só despejam em São Paulo devido aos 7% de mata atlântica que ainda restam na região, no entanto por não haver espaço para drenagem para a água da chuva, a água cai e vai para o rio Tietê saindo da cidade e indo para outras regiões. Por isso não pode poluir nossas represas e preciso preservar a água potável senão em menos de 15 anos São Paulo terá um grave racionamento de água” afirma John Emilio.
Para o biólogo é preciso também educar a população para o consumo consciente da água, que na grande metrópole é entorno de 180 litros dia por habitante e, segundo a Organização Mundial das Nações, um indivíduo precisa de 110 litros dia para suprir sua necessidade de higienização e consumo e o que ultrapassa isso é desperdício. Portanto São Paulo tem um alto desperdício e vem causando indignação nas cidades que precisam ceder água para o abastecimento da cidade.
Um projeto que inclui um programa de educação ambiental nas escolas públicas da grande São Paulo foi desenvolvido pela gestão ambiental da Sabesp, Empresa de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, para levar a população a necessidade de se ter um consumo racional da água e preservação da mesma.
“Só a educação ambiental irá conscientizar as empresas em não poluir os rios e mananciais da região porque a lei não está sendo suficiente para evitar esta prática” acrescenta John Emilio.

Texto retirado do blog Ação Eco.
Para ver a postagem original clique aqui.

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